A Seleção Brasileira de judô paralímpico vai competir com 11 atletas no evento que abre oficialmente a temporada internacional da modalidade, o Grand Prix de Antalaya, na Turquia. O torneio será disputado nos dias 23 e 24 de abril e será o primeiro dos três programados pela IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos) para 2022.
A delegação brasileira contará com nomes já tradicionais, como o da campeã paralímpica e mundial Alana Maldonado, com outros que não vinham sendo frequentes no ciclo de Tóquio 2020. Thiego Marques atleta da AEPA e compete na categoria -60kg , foi convocado para esse 1º desafio internacional já valendo pontos para o ranking mundial visando o ciclo Paris 2024.
Thiego , apesar de jovem , traz na bagagem bastante experiência internacional , tendo participado inclusive das paralimpiadas de Tóquio. Atleta da AEPA, Marques começou sua trajetória na escolinha da Secretaria de Esporte de Parauapebas com o Professor Antonio Sergio . Suas primeiras competições foram nas categorias de base nas Paralimpiadas Escolares , onde mostrou seu potencial e logo passou a integrar a Seleção Brasileira de Jovens e depois a seleção principal, onde permanece até hoje , sendo considerado o nome mais importante do judô paralimpico paraense.
Vale lembrar que Thiego Marques era classificado como B3 e que a modalidade inicia este ano uma nova era após a aprovação das alterações nas regras que separam os atletas em dois grupos de classificações oftalmológicas e reduzem o número de categorias. Entenda como ficou:
1. O que muda na classificação oftalmológica do judô paralímpico?
Até então, judocas das três classificações oftalmológicas – B1 (cego), B2 (percepção de vulto) e B3 (definição de imagem) – lutavam entre si dentro de cada peso. A partir de agora, quem for cego total (B1) só lutará contra cego total em uma nova categoria que se chamará J1. Quem era B2 e B3 lutará apenas contra oponentes dessas mesmas classificações em outra categoria chamada J2.
2. Então, não haverá mais confronto entre um B1 contra um B2 o B3, por exemplo?
Não. Pegando como exemplo a última edição dos Jogos Paralímpico de Tóquio, o brasileiro Antônio Tenório, que é cego total, perdeu na semifinal para o norte-americano Benjamin Goodrich, que é B2. Estes atletas não vão mais se enfrentar daqui em diante.
3. E as divisões por peso, também foram alteradas?
Sim, até então havia sete divisões no masculino e seis no feminino:
Masculino
até 60 kg
até 66 kg
até 73 kg
até 81 kg
até 90 kg
até 100 kg
acima de 100 kg
Feminino
até 48 kg
até 52 kg
até 57 kg
até 63 kg
até 70 kg
acima de 70 kg
Foram extintas quatro divisões do masculino e se criou uma nova para os pesados, que será de 90 kg para cima. No feminino, duas divisões foram excluídas. Ficou assim:
Masculino
até 60 kg
até 73 kg
até 90 kg
acima de 90 kg
Feminino
até 48 kg
até 57 kg
até 70 kg
acima de 70 kg
4. E quem for atualmente de uma divisão de peso que deixará de existir, como faz?
Há duas possibilidades: baixar ou subir de peso. Um judoca que lutava na categoria até 81 kg, por exemplo, caso do brasileiro Harlley Arruda, que representou o país em Tóquio, deverá ganhar massa e competir com atletas mais pesados, da divisão até 90 kg. Outra opção seria perder peso para se enquadrar na divisão até 73 kg.
5. Mas então haverá menos medalhas em disputa nas competições?
Não, na verdade haverá mais medalhas. Explicando: antes, eram 13 eventos de medalha possíveis, já que havia sete pesos no masculino e seis no feminino. Agora, apesar da redução na quantidade de pesos, lembre-se de que são duas classes (J1 e J2) diferentes, e cada classe contará com quatro pesos no masculino e quatro no feminino. Ou seja, a próxima edição da Paralimpíada terá 16 eventos de medalhas ao todo.
6. A partir de quando estas regras valerão?
De acordo com a IBSA, as normas já valem para os eventos de 2022, tendo em vista o ciclo para Paris 2024. A organização dos próximos Jogos Paralímpicos, inclusive, já divulgou a programação da modalidade de acordo com as novas regulamentações.
FONTE: COMUNICAÇÃO CBDV / COMUNICAÇÃO AEPA
