Atualmente as pesquisa sobre a SFC tem se direcionado para a contribuição de infecções virais na instalação da síndromas e dos sintomas associados, isso, pelo fato que há uma hipótese de que os vírus são os causadores dessa doença. Nesse sentido, a compreensão das vias envolvidas na ação de determinadas minadas citocinas no organismo de um indivíduo acometido pela SFC, pode contribuir diretamente para esclarecer definitivamente a etiologia, e também, para propor tratamentos mais eficazes.
Esses estudos incluem a compreensão de mecanismos fisiopatológicos de grande relevância ao tratamento, como o envolvimento do IFN-α (Interferon), citocina que estimula a liberação de outras citocinas e, dentre essas, a interleucina (IL)-6. A IL-6 está relacionada à diminuição da liberação de serotonina o que, consequentemente, pode conduzir o paciente à depressão.
A fadiga, dentre outros fatores, pode ser explicada pela concentração de IFN-α que também se relaciona com problemas no sono, ou seja, muitos pacientes desenvolvem insônia, e ainda podem afetar áreas cerebrais (os gânglios da base e córtex cingulado anterior dorsal) envolvidas com a regulação de atividades motoras e motivacionais. A IL-6 é uma citocina que desempenha tanto uma resposta pró-inflamatória quanto anti-inflamatória, o perfil “pró” é mais característico em resposta aguda, enquanto o perfil “anti” e respostas crônicas. Contudo o aspecto mais relevante para considerarmos, é que o exercício físico guarda relação com a variação na concentração de algumas citocinas. A IL-1, IL-6 e o TNF-α (Fator de Necrose Tumoral Alfa) são citocinas que tendem a apresentar aumento na concentração após sessões agudas (uma sessão de treino) de exercícios físicos em resposta ao processo inflamatório desencadeado pelo dano tecidual durante o treinamento (microlesões). Tal resposta é importante para mediar os processos de reparação celular, contudo, essas citocinas (IL-1, IL-6 e TNF- α) estão relacionadas às lesões de tecidos moles e articulações, além da formação de placas ateroscleróticas.
O potencial efeito anti-inflamatório do exercício físico converge com os objetivos do paciente com SFC, tendo em vista que esses indivíduos podem apresentam um desequilíbrio na concentração de diversas citocinas. Nesse sentido, a prescrição do exercício físico, dentre outros aspectos, deve propor uma lenta progressão de cargas e complexidade do treinamento, a fim de gerar um meio interno mais adequado no balanço das citocinas pró e anti-inflamatórias
FONTE: Professor Railton Oliveira
